Minha avó nasceu em
plataforma onde mora até hoje, teve 12 filhos. Nos relatos fornecidos por ela
descobrimos que ela morou um tempo no Cacau e depois no Tanque do Meio, quando
foi morar com Betinho (marido). Estudou até o terceiro ano quando decidiu parar
de estudar para trabalhar, pois sempre gostou de ter seu dinheiro fazer suas coisas.
Porém não conseguiu o trabalho na Fábrica São Braz, ficou sem estudar e sem trabalhar.
Tempo depois arranjou um trabalho
costurava saco de linhagem no comercio, hoje só existe de nylon, ela e varias
amigas ficaram lá por pouco tempo. Porém sempre fez caixa. Depois de muitos
anos passou a fazer toalha e pano de prato na fábrica ela foi se escrever porem
não tinha vaga. A irmã conseguiu, ela ajudava a fazer os panos e o dinheiro era
repartido para as duas. Existia um armazém em frente à fábrica sortido, tinha
de tudo nele e ao lado tinha as lojas, onde eram compradas as roupas. Aos
sábados existiam feiras onde viam pessoas de vários lugares para vender, tinham
de tudo na feira, as melhores casas ficava próxima a fábrica.
A entrevista
A entrevista
Alguns dados da família: Minha avó
paterna pegou a época da escravidão, trabalhou muito, faleceu com 130 anos. Já
minha avó materna foi encontrada no mato era índia.Papai sempre morou n bairro.
Sobre a mariscagem em Plataforma :
Marisco desde os 7 anos de idade que quando
mamãe(Firmina) saia para trabalhar,eu ia
para maré com vovó(Cirila), mariscava para o próprio consumo.Quando mamãe(Firmina)
ficou desempregada ,eu e meus irmãos pescávamos
e nos finais de semana vendíamos na feira os mariscos enrolados numa folha de bananeira
para ajudar no sustento da casa.Vovó vendia acarajé e eu mais Edmundo (irmão)
vendíamos os mariscos ao lado dela. Todos os netos ajudavam no preparo do
acarajé, preparávamos os feijões depois
machucavam no pilão.
Em relação aos transportes em Plataforma:
No bairro de plataforma só existia trem e canoa, quando queríamos sair para o
centro da cidade,pegávamos um trem até a calçada e lá que existia ônibus. Só
passou a ter ônibus no subúrbio depois da inauguração da Avenida Suburbana.
Terminal Marítimo Plataforma -Ribeira nos dias atuais
Relatos da fábrica são Braz em plataforma :
Mamãe Firmina trabalhou na fábrica, até chegar ao certo momento que ela pediu
as contas da fábrica .Edvalda (irmã)também trabalhava na fábrica ,eu e
Laura(irmã) até tentamos ,mas não conseguimos.Muitos anos depois minha irmã
(Laura ) conseguiu uma vaga para fazer pano de prato, que eram produzidos em
casa.A fábrica era muito importante para o bairro pois quase todos viviam em
função da fábrica.Nos dias atuais é um abandono aquela fabrica ,tem até um
projeto para reabrir a fábrica.Papai (Eduardo) também trabalhava na fábrica .
Fábrica São Braz nos dias atuais.
Carnaval em plataforma:era muito animado ,todos fantasiados.Tinha alvorada 4 h da manhã,todos acordavam para ver .
A comunidade de Baixa do Cacau está situada entre a
comunidade de Bananeiras e o Bairro Capelinha. A área é caracterizada por um
terreno de topografia acidentada condições agravada devido às erosões no
decorrer do tempo e se tornou uma região com riscos de deslizamentos de terra.



